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Publicado em / por LRG Construtora / em Notícias

Momento é propício para comprar imóvel, dizem os analistas do Secovi

Fonte: JCNET

No início da pandemia da Covid-19, em março, o mercado imobiliário projetou que as vendas neste ano seriam cerca de 30% menores do total registrado em 2019. Porém, depois de quase oito meses, a expectativa mudou e o setor poderá registrar resultados parecidos com os alcançados no ano passado. A nova projeção leva em conta fatores, como a recente retomada da confiança do consumidor e da própria construção civil quanto à recuperação da economia. Também é fator decisivo a redução da taxa básica de juros, a Selic, ao menor valor histórico, de 2%, e da inflação, estimada em 3,2% para este ano.

Com estes indicadores econômicos, as taxas de juros para financiamentos também se tornaram bastante atrativas, fazendo com que este seja um bom momento para quem deseja comprar um imóvel. E, de fato, os estoques de imóveis disponíveis voltaram a ser consumidos em maior velocidade, demonstrando que boa parte da população está atenta às oportunidades.

A avaliação do diretor de Habitação Econômica da Regional Secovi-SP em Bauru, Bruno Pegorin, que participou de uma live nesta terça (10) para discutir o tema “Panorama do mercado imobiliário e as perspectivas para 2021”. Do encontro, que teve o objetivo de analisar o setor na cidade, também participam o vice-presidente do Interior do Secovi-SP, Frederico Marcondes Cesar; o diretor regional da entidade em Bauru, Riad Elia Said; e o diretor de Assuntos Legislativos e Urbanismo Metropolitano da entidade no município, Adilson Sartorello. “Para o mercado de lançamentos, o ano foi extremamente positivo, especialmente para empreendimentos do Minha Casa Minha Vida (MCMV) e de alto padrão. Aí, temos um cenário de pessoas que se casaram, se divorciaram, saíram da casa dos pais ou conseguiram sair do aluguel. Mas tivemos, também, um movimento de pessoas que migraram de unidades habitacionais menores para maiores, buscando mais qualidade de vida”, destaca.

INVESTIMENTO

Além de tornar o crédito imobiliário mais barato, a queda da Selic também reduziu sensivelmente o rendimento de aplicações mais conservadoras, como a caderneta de poupança. Assim, para quem tem dinheiro guardado, investir em imóvel ou usar reserva para comprar moradia melhor tem se tornado estratégia cada vez mais frequente.

“Os juros baixos e a taxa de IPCA em 3% são a senha para a aquisição de ativos imobiliários. Estes indicadores resultam, para o mutuário, em queda significativa no valor das prestações”, reforça Frederico Marcondes Cesar. E a expectativa é de que o custo dos imóveis continue em estabilidade em Bauru, assim como já vem ocorrendo nos últimos anos. Segundo o Estudo Secovi do Mercado Imobiliário de Bauru de 2020, também apresentado na live, o valor do metro quadrado do apartamento de dois dormitórios de padrão econômico estava em R$ 3.598,00 no ano passado. Já no segmento tradicional, o de dois dormitórios era avaliado em R$ 5.120,00, o metro, e o de três dormitórios, em R$ 5.354,00.

Apartamentos com dois quartos dominam venda

O Estudo Secovi do Mercado Imobiliário de Bauru de 2020 também revelou que o volume de lançamentos imobiliários aumentou 33,4% em 2019, na comparação com o ano anterior. O levantamento considera apenas empreendimentos residenciais verticais.

Do total de 1.835 unidades habitacionais, 74,5% correspondem a unidades de dois dormitórios e padrão econômico (MCMV), com valores de até R$ 230 mil e área útil de 45 metros quadrados, em média. E, dos 1.482 apartamentos vendidos no mesmo ano, 69% possuem justamente esta configuração.

Segundo Bruno Pegorin, do Secovi, esta tendência deve se manter em 2020 e 2021, mas com pequena queda percentual em termos de representatividade. “Alguns empreendimentos de apartamentos de um dormitório que estão sendo lançados superam a faixa do MCMV. E há, também, um aumento de empreendimentos horizontais, localizados em áreas mais afastadas do Centro da cidade, para este público que vinha consumindo estes apartamentos de dois dormitórios econômicos. É mais uma opção para este consumidor final”, detalha.

Ele acrescenta, ainda, que há a expectativa de que empreendimentos de alto padrão, com quatro dormitórios ou mais e valor acima de R$ 900 mil, comecem a ser lançados com maior frequência nos próximos anos, em Bauru.